terça-feira, 14 de setembro de 2010

Último instante

Tão próximo e tão longe estou do meu derradeiro fim… nada mais contraditório pode haver.

Tão próximo porque viver é chegar mais perto do fim… porque todos os anos comemoro um ano a menos de vida.

Tão longe porque a cada dia me apego mais ao momento presente, às pessoas a minha volta, às experiências aos locais, ou seja, à vida… esquecendo que a morte chegará.

Hoje, acordei bem disposta com todas as energias necessárias para mais um dia de labuta… porém, dia desses, acordei doente com a convicção de que ia morrer; esperando pela morte amiga que ia me salvar daquele mal-estar horroroso.

Mas o grand momentum pode chegar quando eu menos esperar. Ou quando mais eu o quiser na cama de um hospital… quem há de saber?

O que sei é que essa imprevisibilidade me assombra, me arrasa, me entristece… faz-me sentir como algo muito menos importante do que suponho ser… faz com que eu perceba que sou apenas mais “uma” na multidão… com o mesmo destino fértil.

Há forma de ser imortal? Será que devo escrever um grande livro? Ter um filho? Ou hei de plantar uma árvore?

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